Amy desaparece no dia do seu quinto aniversário de casamento. Ela está desaparecida. Morta ou fugida? Acidente ou algo planejado? Quem é o culpado?
Gillian Flynn constroi um verdadeiro labirinto no desenvolvimento da história. Somos apresentados aos dois lados da história, Amy e Nick, e a verdade por trás do seu casamento, aparentemente normal. Somos apresentados a um jogo mental e com isso, somos compelidos a descobrir quem fala a verdade, quem mente e se eles são tão diferentes assim, como pensam.
Confesso nunca ter lido algo que começa de forma tão ‘inocente’ e acaba se transformando numa das histórias mais emblemáticas e profundas. Mais do que uma reflexão sobre a essência dum casamento, é uma reflexão sobre o comportamento humano: Que raiva de você, Nick Dunne! Por favor, meu Deus, não me permita ser como Amy Elliot Dunne!
Ainda estou perplexa com a história, o jogo mental não acontece apenas entre os personagens, o verdadeiro jogo mental se estabelece entre Gillian e o leitor, que se encontra diante de uma história fantástica, cheia de altos e baixos, que nos faz pensar em cada ação e sua consequência. A história é uma verdadeira caça ao tesouro, mas aqui tudo é uma preciosidade, o desenrolar da história e o final, um verdadeiro tesouro encontrado.
Ah, o final… não espere nada mais que a solução perfeita, uma solução condizente à história e que a resume da melhor forma possível.
Não consigo esperar pra ver a história adaptada, ainda mais nas mãos do grande David Fincher, capaz de contar uma história de suspense, tragédia e amor como ninguém. Sobre essa adaptação, ao ler o livro, só sabia que o casal protagonista será interpretado por Ben Affleck e Rosamund Pike, e conseguia ver os dois se encaixando perfeitamente na descrição feita pela autora. Talvez Gillian já sabia que essa história se tornaria filme, afinal ela já foi crítica cinematográfica de revistas, como Entertainment Weekly.
Ao citar isso, me dou conta que o personagem Nick possui uma grande semelhança com Gillian, ambos foram jornalistas de revistas que escreviam sobre elementos da cultura pop. Vemos alguma verossimilhança aí? Espero que não.
Leiam Garota Exemplar. É um dever e uma satisfação. É útil, é agradável. Assisti ao filme, mas isso é outra história.
Ironia do destino: escrevo esse texto, enquanto a música que toca na minha lista aleatória do Spotify é Samson, de Regina Spektor.



Nenhum comentário:
Postar um comentário